• Angola continua empenhada em cumprir metas de produção


    Angola está empenhada no reforço da cooperação com todos os seus parceiros para a promoção do investimento no sector agro-pecuário, agro-industrial e florestal, com vista ao alcance das metas de produção do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027.

    A afirmação foi feita pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, ontem, em Brasília, durante a sua intervenção no II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural.

    Segundo o governante angolano, Angola recebeu, recentemente, com satisfação, a visita do ministro de Estado da Agricultura e Pecuário do Brasil, Carlos Fávaro, com um grupo de cerca de 24 empresários brasileiros para estudar as potencialidades do país nos sectores da agricultura, pecuária e florestas.

    E, neste quesito, disse, “gostaríamos de afirmar que estaremos disponíveis para negociar com o Governo brasileiro as melhores condições para a efectivação desta cooperação estratégica, que marcará o início de uma nova era de parceria entre os dois Estados neste domínio”.

    Isaac dos Anjos afirmou que as instituições académicas, universidades e institutos médios de Angola, estão disponíveis para acolher estudantes dos países africanos que estejam interessados também em partilhar as realizações.

    “Angola, à semelhança de outros países do mundo, tem sentido os efeitos das alterações climáticas, que desafiam, em certa medida, os esforços do Governo de promover o desenvolvimento económico e social do país", disse.

    O ministro da Agricultura e Florestas lembrou que Angola é um país com uma extensão de terras aráveis, na ordem de 35 milhões de hectares. Destes, disse, somente seis (6) milhões de hectares estão em uso, o que representa 17 por cento de área.

    "A nossa taxa de irrigação está em torno de 2 por cento. A participação da agricultura no PIB Nacional em 2024 rondou os 4,3 por cento", disse.

    Neste sentido, segundo Isaac dos Anjos, o país tem compromisso com mais de 3.000.000 (três milhões) de famílias camponesas e com mais de 5.800 empresas agrícolas, que se empenham, diariamente, com escassos recursos, para colocar alimentos à mesa dos angolanos.

    Para isso, reiterou, o país precisa expandir a assistência técnica, assim como políticas de incentivo e criar linhas de financiamento específicas para beneficiar todos os actores da cadeia produtiva.

    “Com a aprovação, a 13 de Janeiro de 2025, da Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSAN II)” na perspectiva de “Angola 2034”, o Governo angolano traduz a sua vontade e determinação em substituir e transformar os actuais sistemas alimentares no quadro de um desenvolvimento territorial rural mais equitativo, mais sustentável e mais resiliente”, disse.