Notícias



Clique para assistir o vídeo!

As 7 Maravilhas de Angola

Governo 24-08-2026
DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JOÃO LOURENÇO, APÓS INAUGURAÇÃO E VISITA AO PALÁCIO DE CONVENÇÕES DE LUANDA | 24 DE AGOSTO DE 2026

TPA - Muito bom dia, Senhor Presidente! Acompanhou as diversas fases da obra, com visitas de constatação in loco. Hoje, no dia em que este Palácio de Convenções é inaugurado, diante do que viu, na curta visita que fez às instalações, com que sentimento sai? Ou seja, esta é daquelas obras sobre as quais valeu a pena apostar em termos de investimento?

PR - Muito bom dia a todos os jornalistas e a todos os presentes, entidades e convidados.

Com certeza que o sentimento é de satisfação em vermos finalmente inaugurado este grande empreendimento, que já estava a fazer falta para um país como Angola, sobretudo no momento em que se abriu ao mundo. Como consequência disso, tem conseguido atrair, particularmente para a sua capital, Luanda, importantes eventos internacionais. Não vou citar aqui aqueles que já tiveram lugar nos últimos dois anos e são do conhecimento público. A diferença é que, infelizmente, nessa altura não tínhamos outra alternativa senão albergar esses mesmos eventos ou em tendas ou em hotéis.
Vamos continuar a utilizar ainda os hotéis, mas desta vez apenas para alojar os delegados. Quanto ao local de trabalho, passará a ser, daqui para frente, esta instalação que acabámos de inaugurar, que tem não apenas capacidade, mas todas as condições de trabalho e de conforto para os delegados de conferências, quer de carácter político, económico, empresarial, cultural, científico.

Portanto, todos eles vão encontrar neste espaço, sem sombra de dúvidas, as melhores condições possíveis.

Na apresentação da instalação, falou-se de um anfiteatro com uma capacidade para três mil lugares, que desta vez não visitámos, mas a Cimeira da União Africana, que vai ter lugar aqui no fim-de-semana, os delegados já vão poder ver o anfiteatro.
Acabámos de visitar - foi o último ponto - o Salão Oval, que muito nos orgulha.

Falou-se de oito salas de trabalho, mas, na realidade, não são oito, são 12 salas de trabalho. Há quatro que não ficaram prontas, mas ficarão muito em breve, por sinal, as de maior capacidade, sendo uma delas de 500 lugares, uma de 250 lugares e as outras duas de 150 lugares, cada uma delas.
Portanto, isto vem dignificar o país, mas vem dignificar, sobretudo, a cidade de Luanda.

▪️TV ZIMBO - Excelência, está inaugurado o Palácio de Convenções de Luanda. O Presidente da República acaba de descrever aqui, de forma muito detalhada, as componentes técnicas que conformam esta imponente e importante infra-estrutura estratégica do Executivo Angolano.
Pergunto: com base nestas valências, existe já alguma orientação para a atracção de grandes eventos internacionais, sobretudo cá, no nosso país, e desta forma se projectar ainda mais a imagem de Angola na arena internacional?

PR - Sim. A missão está dada ao Executivo no geral, mas muito em particular ao Ministério das Relações Exteriores, ao Ministério do Turismo e aos outros sectores que podem, com as suas congéneres internacionais, atrair conferências aqui para Luanda, utilizando estas instalações. Aliás, isso é algo que vimos fazendo mesmo antes da conclusão das instalações.
Na fase final das obras, houve já muitas organizações internacionais que vieram visitar [o Palácio de Convenções] mesmo estando ainda em obras. Qualquer uma delas, das que passaram por aqui, com certeza que aprovaram o projecto e mostraram-se interessadas em trazer as suas organizações para cá.

▪️RNA - Depois da dinâmica que tem sido aplicada pessoalmente pelo Presidente também para o sector do turismo, podemos considerar que, com a inauguração do Palácio de Convenções, aqui na Chicala, temos tudo pronto para que, de facto, o turismo de negócios e o turismo de eventos possam acontecer?

PR - Não basta ter este centro. Este centro é parte da solução, mas há algo que ainda nos falta, e daí fazermos o desafio ao sector privado. É momento de começarem a investir seriamente na hotelaria.
Todos os que utilizarem estas instalações vão precisar de estar condignamente alojados. Luanda é uma cidade capital que tem poucos hotéis. Temos o Intercontinental, o Epic Sana, o Hotel Presidente, o Hotel Bahia e pouco mais…
Há um déficit de hotéis na cidade de Luanda. Esta é a oportunidade para o sector privado investir em hotelaria. Embora tivéssemos ouvido na apresentação que o projecto privado que vai nascer aqui à volta deste centro compreende também a construção de hotéis e restaurantes, mas, de qualquer forma, continua a ser insuficiente. A cidade em si precisa de ter muito mais hotéis.

▪️REDE GIRASSOL - Angola sai da marca de destino desconhecido e passa agora a atingir a marca de destino emergente, conforme avançou o Ministério do Turismo.
Isto foi de acordo com vários pressupostos, dentre eles a massificação da marca Visit Angola. Mas segundo o mesmo Ministério, nesta altura o desafio passa pela dinamização do sector com a captação de investimento privado. A pergunta que colocamos, enquanto Rede Girassol é: que nível de prontidão Angola tem para a captação desses investimentos privados?

PR - Todo o investimento que vier será sempre insuficiente. Uma vez que o nosso turismo é nascente, o que temos de turismo para as potencialidades que existem para o nosso país é quase nada, de forma que Angola está preparada para receber o máximo de investimento privado no sector do turismo.

Mas a data de corte não pode ser considerada o dia de hoje, com a inauguração desta infra-estrutura. A data de corte começa a partir do momento em que fomos mudando o ambiente de negócios em Angola. E as coisas vão acontecendo de forma gradual. Portanto, isso não acontece num dia.

A partir do momento em que demos início ao combate à corrupção, a partir do momento em que demos isenção de vistos a cidadãos de cerca de 90 países do mundo, a partir do momento em que fizemos reformas no sentido de reduzir a burocracia na constituição de empresas e na forma de se fazer negócios em Angola…Este chamamento ao turismo e, de uma forma geral, ao investimento privado estrangeiro, começou já há alguns anos.

À medida que o tempo for passando, vai se consolidando. E hoje é muito mais visível, digamos, a confiança que os investidores estrangeiros têm em investir em vários domínios aqui no nosso país, também no sector do turismo.

Muito obrigado!

Fonte: CIPRA
Governo 23-08-2026
Estudantes angolanos na Turquia criam plataforma para publicação de trabalhos científicos

A Associação dos Estudantes Angolanos na Turquia (AEAT) lançou oficialmente, neste Sábado, em Istambul, a sua Revista Científica, uma plataforma digital criada para dar maior visibilidade à produção académica e científica de estudantes e jovens investigadores angolanos.

A cerimónia de lançamento aconteceu na Sala de Conferências Hasan Polatkan, no Campus Norte da Istanbul Medeniyet Üniversitesi, e reuniu representantes do Consulado Geral de Angola em Istambul, estudantes, membros da comunidade académica e representantes de diferentes comunidades africanas na Turquia.

A nova publicação pretende reunir trabalhos científicos, pesquisas e artigos académicos produzidos em diferentes áreas do conhecimento, incluindo ciências exactas, humanidades, engenharia, saúde, ciências sociais e tecnologia.

Ao Jornal OPAÍS, o presidente da AEAT, Samuel Bernardo Garcia, explicou que a iniciativa nasceu da necessidade de evitar que trabalhos desenvolvidos por estudantes angolanos permaneçam dispersos ou restritos ao ambiente universitário.

“A principal motivação foi perceber que existe muito conhecimento produzido por estudantes angolanos, dentro e fora do país, mas grande parte desse conhecimento acaba disperso, guardado em trabalhos académicos ou limitado às universidades”, afirmou.

Segundo o responsável, a revista pretende transformar essa produção numa espécie de memória científica, permitindo que os trabalhos sejam publicados, encontrados, lidos, citados e preservados.

“Queremos que um trabalho relevante não termine com a entrega ao professor”, sublinhou Samuel Garcia, acrescentando que a intenção é mostrar que a diáspora angolana não está apenas a estudar no exterior, mas também a investigar, pensar Angola e produzir soluções que podem contribuir para o desenvolvimento do país.

A opção pelo formato digital, segundo a organização, permite que a revista tenha um alcance mais amplo e possa ser consultada a partir de diferentes partes do mundo, aproximando estudantes, investigadores, professores e instituições.

A publicação assenta em quatro pilares apresentados pela AEAT: publicar para valorizar, descobrir para encontrar, conectar para aproximar e projectar para dar alcance.

Critérios para publicação

Questionado pelo Jornal OPAÍS sobre os critérios utilizados para a selecção dos trabalhos, o presidente da AEAT explicou que a revista dispõe de critérios editoriais definidos em parceria com a MBI Editora.

Entre os aspectos considerados estão a relevância do tema, a clareza do problema apresentado, a consistência da investigação, a qualidade da argumentação, a utilização adequada de referências e a contribuição do trabalho para a respectiva área de conhecimento.

Os artigos passam por uma triagem editorial antes da publicação e, sempre que necessário, a organização prevê recorrer ao apoio de docentes, investigadores e especialistas com conhecimento na área abordada.

“Nesta primeira fase, mantemos um processo simples, apesar de não superficial. A simplicidade está na experiência de quem publica, não na redução da qualidade científica”, explicou.

Para Samuel Garcia, a existência de uma plataforma de publicação pode também contribuir para estimular os estudantes a desenvolverem mais trabalhos científicos.

“Muitos estudantes não desenvolvem mais trabalhos científicos porque não conseguem visualizar o destino daquilo que produzem”, disse.

A AEAT pretende, por isso, promover workshops, actividades de orientação e iniciativas de formação em escrita científica, com o objectivo de aproximar os estudantes da investigação e mostrar que a produção de conhecimento pode começar antes da conclusão de um mestrado ou doutoramento.

Uma ponte entre Angola e a Turquia

Durante a cerimónia, o presidente da AEAT destacou ainda que a revista pretende funcionar como uma ponte entre Angola e a Turquia, aproximando estudantes, professores, investigadores, instituições e a diáspora angolana.

A expansão do projecto, explicou ao OPAÍS, será feita de forma gradual e através de parcerias. A primeira etapa passa por consolidar a revista na Turquia e construir um arquivo científico.

Posteriormente, a associação pretende aproximar-se de universidades em Angola, associações de estudantes angolanos noutros países, investigadores, docentes e organizações interessadas no desenvolvimento científico.

Essa aproximação poderá ocorrer através de representantes, workshops, chamadas para publicação, parcerias institucionais e intercâmbio de conhecimento.

O responsável defendeu ainda que os estudantes angolanos devem assumir um papel mais activo na produção de conhecimento.

Segundo o presidente da AEAT, os estudantes angolanos na diáspora têm contacto com diferentes sistemas de ensino, tecnologias, culturas e formas de pensar, experiência que, na sua perspectiva, pode ser transformada em conhecimento útil para Angola.

Consulado destaca importância da iniciativa

Representando o Consulado Geral da República de Angola em Istambul, o vice-cônsul Domingos Camilo Buanga felicitou a AEAT pela criação da revista e considerou o lançamento um momento de alegria para a comunidade académica angolana e africana.

Na sua intervenção, destacou que a publicação poderá permitir maior contacto com os trabalhos científicos produzidos por angolanos na Turquia, bem como com a produção académica realizada em Angola.

O vice-cônsul apelou igualmente à participação dos estudantes na construção e consolidação da revista, incentivando-os a contribuir com os seus trabalhos e pesquisas.

No final da intervenção, Domingos Camilo Buanga agradeceu e felicitou a AEAT “por esta grandiosa iniciativa e por outras também que hão de vir”.

Entre os envolvidos estão Pedro De Castro Gouveia Maria, pelo workshop de escrita científica realizado pela AEAT; Ribeiro Cassule Calenge, responsável pelo Departamento de Assuntos Académicos e Científicos da associação; Josina Calengi, publisher da MBI Editora; Samuel Bernardo Garcia, presidente da AEAT; e Jennifer Melissa Carrera Coelho, vice-presidente da associação.

A publicação pode também ser consultada através do endereço aeatjournal.tech.

Fonte: AEAT
Governo 23-08-2026
21.ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DA CONFERÊNCIA DOS CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA UNIÃO AFRICANA ACONTECE EM ANGOLA

A República de Angola acolhe, no dia 30 de Agosto de 2026, em Luanda, a 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, dedicada ao Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África.

A sessão constitui um importante espaço de concertação política entre os Estados-membros da União Africana, com foco no fortalecimento dos mecanismos continentais destinados à prevenção de conflitos, à promoção da paz e da estabilidade e à resolução pacífica das crises que afectam diferentes regiões do continente.

A realização desse importante encontro em Luanda, além de outros, reforça o compromisso da República de Angola com os esforços da União Africana na promoção da paz, segurança e estabilidade no continente, bem como com a implementação dos princípios e objectivos da Agenda 2063, que estabelece a construção de uma África pacífica, segura, integrada e próspera como uma das suas prioridades.

Sob a indicação do “Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África”, a reunião deverá contribuir ainda para o aprofundamento do diálogo entre os Estados-membros e para o fortalecimento das respostas africanas aos desafios relacionados com a paz e a segurança continental.

No quadro da realização da 21.ª Sessão Extraordinária dos Chefes de Estado e de Governo so Continente, realiza-se também no dia 29 de Agosto, a 26.ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo da União Africana, encontro que deverá reunir os ministros e ou responsáveis das relações exteriores dos Estados Africanos.

Fonte: Governo de Angola
Governo 23-08-2026
COMISSÃO ECONÓMICA DO CONSELHO DE MINISTROS APRECIA INCENTIVO À PRODUÇÃO NACIONAL DE MILHO

Realizou-se, hoje, quinta-feira, 20 de Agosto, a 3.ª Reunião Ordinária Comissão Económica do Conselho de Ministros, na Sala de Reuniões do Palácio Presidencial, na Cidade Alta, orientada pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, em que foram apreciados distintos temas essenciais ao desenvolvimento económico nacional.

No domínio na Indústria e Comércio, a Comissão apreciou a Proposta de Despacho que Actualiza a Lista de Produtos de amplo consumo sujeitos ao Regime Jurídico de Incentivo à Produção Nacional, que estabelece a obrigatoriedade dos operadores económicos licenciados para a importação de milho adquirirem no mercado interno uma quantidade do produto correspondente, no mínimo, a 30% da quantidade total, a fim de promover a produção nacional, incentivar a agricultura local e familiar, bem como garantir o escoamento da produção interna deste bem essencial para a indústria alimentar nacional.

No sector da Turismo, foram apreciadas medidas para a Dinamização do Investimento Privado, uma vez que se encontram consolidadas as componentes de promoção de Angola como destino turístico e de investimento público no sector, sendo que o Executivo passará à componente de atracção de investimento privado nas áreas turísticas, tendo como frentes prioritárias o turismo de eventos, o turismo de sol e praia, o turismo de natureza e segmentos de luxo e bem-estar.

Fonte: CIPRA

turquia.mirex.gov.ao

João Salvador dos Santos Neto



Canais de Atendimento


Parceiros