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As 7 Maravilhas de Angola

Governo 07-05-2026
Primeira-Dama do Gabão impressionada com acervo do Museu da Moeda

O Museu da Moeda, em Luanda, foi considerado um lugar rico em descobertas e muito bem conservado, que possui uma grande riqueza histórica.

Esta observação foi registada no livro de honra da instituição, pela Primeira-Dama do Gabão, Zita Nguema, esta quarta-feira, 6 de Maio, no final da visita efectuada em companhia da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, ao espaço que alberga o maior acervo sobre a evolução da moeda no país.

Durante a sua passagem pelo museu, a Primeira-Dama gabonesa classificou a experiência “histórica e enriquecedora”, referindo que o momento decorreu “num ambiente esplêndido” e “marca de forma honrosa” a sua estadia em Angola, por ocasião do visita a Angola do Chefe de Estado gabonês.
À chegada, as duas entidades foram recebidas pela vice-governadora do Banco Nacional de Angola, Maria Juliana de Fontes Pereira.

Já no interior do museu, visitaram a exposição que retrata a evolução dos meios de troca em Angola, desde o zimbo ao kwanza, passando pelo sal, cobre e sisal, incluindo moedas como o rei, o angolar e o escudo.

As explicações estiveram a cargo do sub-director do museu, Bruno Alves, que apresentou as colecções numismáticas e notafílicas, complementadas por artefactos e recursos audiovisuais.

No auditório da instituição, as visitantes assistiram a uma apresentação da Orquestra Nacional de Angola (ONA), que interpretou temas do cancioneiro nacional, como “País Novo”, de Matias Damásio, “Ntoyo”, de Teta Lando, e “Filhas de África”, do grupo Gingas do Maculusso, sob orientação do aspirante a maestro Brito Cassongo.

No mesmo dia, as Primeiras-Damas visitaram a exposição “Caminhos de Fogo, Horizontes de Paz”, patente no Museu Nacional de História Militar.
Neste lugar histórico, foram recebidas pelo director-geral da instituição, coronel Domingos Boca, para uma visita guiada pelo tenente-coronel Fernando Mateus, à exposição moderna, com recurso à tecnologia audiovisual, que retrata os conflitos armados vividos em Angola no período entre 1975 e 2002.

Antes de deixar o acervo, Zita Nguema assinou o livro de memórias.
O programa desta quarta-feira das duas Primeiras-Damas incluiu ainda um encontro com membros da Rede Africana de Adolescentes e Jovens em População e Desenvolvimento (AFRIYAN), no município do Rangel.
A actividade contou também com a presença da ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento Neto.

A AFRIYAN, presente em Angola há mais de cinco anos, desenvolve iniciativas ligadas à produção de pensos reutilizáveis para meninas das comunidades, à advocacia em saúde sexual e reprodutiva e a acções contra a violência de género.

Segundo a assistente de programa, Domingas Maneco, mais de 20 mil jovens já foram beneficiados no quadro das campanhas realizadas em comunidades, escolas, hospitais e mercados.

A organização está igualmente presente em países como Moçambique, Zimbabwe, Tanzânia e África do Sul

Fonte: CIPRA
Governo 06-05-2026
DISCURSOS DOS CHEFES DE ESTADO

REFORÇO DA COOPERAÇÃO COMO PRIORIDADE MÁXIMA

Os Presidentes de Angola e do Gabão, João Lourenço e Oligui Nguema, respectivamente, defenderam a necessidade de alargar e reforçar a cooperação que existe entre os dois países, nos discursos que proferiram esta quarta-feira no Palácio Presidencial da Cidade Alta, em Luanda, no quadro da visita que o estadista gabonês iniciou hoje.

Os dois líderes proferiram alocuções formais na sala do Conselho de Ministros do Palácio Presidencial, em Luanda, naquele que foi o segundo momento da presença do Presidente gabonês na Cidade Alta, depois da reunião a dois no gabinete de trabalho do Presidente João Lourenço.

Publicamos, a seguir, em versão integral, o discurso do Presidente da República de Angola:

- Sua Excelência Brice Clotaire Oligui Nguema, Presidente da República Gabonesa;
-Excelentíssimos Senhores Ministros;
-Distintos Membros das duas Delegações;
-Minhas Senhoras, Meus Senhores;
-Excelências,

Permita-me, Senhor Presidente, dar a Si e à delegação que o acompanha as boas-vindas ao nosso país e exprimir a minha satisfação por ter respondido positivamente ao convite que vos enderecei para realizar a sua primeira visita de Estado à República de Angola, um momento que reafirma os laços históricos e fraternos que nos unem.

A presença de Vossa Excelência representa um sinal bastante positivo, por se tratar de uma oportunidade para tratarmos de questões do desenvolvimento dos dois países para o crescimento, a estabilidade e a segurança da nossa região e do nosso continente.

Os sucessivos encontros que mantivemos em diferentes circunstâncias demonstram a importância que as nossas relações encerram, no interesse do reforço das relações de amizade e de cooperação bilateral.

Nossos países têm um papel a assumir em matéria de contribuição à segurança, à estabilidade e ao desenvolvimento da nossa região e do nosso continente, facto que temos conseguido levar por diante no âmbito da CEEAC e da Comissão do Golfo da Guiné.

Os nossos povos estão ávidos por ver os seus países cada vez mais próximos, dado o facto de sermos irmãos e de partilharmos uma extensa fronteira marítima, um percurso comum forjado ao longo de décadas, alicerçado na confiança mútua e no respeito recíproco.

Estamos obrigados a trabalhar afincadamente para que estes laços sejam transformados em oportunidades estratégicas de cooperação e integração, que contribuam de forma clara para o desenvolvimento e bem-estar das populações de cada uma das nossas nações.

Excelência Senhor Presidente,
Distintos Membros das Delegações,

As relações bilaterais que mantemos ainda não atingiram os níveis desejados;
a cooperação e intercâmbio entre Angola e o Gabão devem passar a conhecer um outro dinamismo no quadro do Acordo Geral de Cooperação Cultural, Científica e Técnica, assinado em 1982, e de outros importantes instrumentos jurídicos assinados posteriormente.

Vamos trabalhar para que a cooperação entre os nossos países atinja um nível compatível com as enormes potencialidades de que dispomos, para impulsionar o nosso desenvolvimento recíproco, o da região em que estamos inseridos e o da África de um modo geral.

Estou convencido que esta visita será crucial para melhorar este quadro e pôr em marcha a revitalização dos acordos existentes para assegurar a sua plena implementação, ou com a assinatura de novos instrumentos jurídicos, que certamente contribuirão para elevar o nível do intercâmbio entre a República de Angola e a República do Gabão.

Reiteramos a necessidade de se realizar em Luanda, o mais cedo possível, a 3ª Sessão da Comissão Mista Bilateral, plataforma privilegiada de concertação e acompanhamento das iniciativas conjuntas.

É por isso imperioso introduzirmos um novo dinamismo nas nossas relações, procurando dar realce ao que objectivamente pode contribuir para o desenvolvimento dos nossos países e do continente, no quadro da implementação da Agenda 2063 da União Africana.

Vosso país, na qualidade de membro do Comité Directivo da AUDA-NEPAD, juntamente com Angola e outros Estados do nosso continente que o integram, têm um papel de grande relevância a desempenhar no âmbito desta importante Agência de Desenvolvimento da União Africana, que em breve se vai reunir no Egipto.

Que a parceria que estabelecemos impulsione iniciativas capazes de atrair investimentos de parceiros internacionais, direccionados para a implementação de projectos estruturantes da agenda continental de desenvolvimento.

Senhor Presidente,
Excelências

Durante a preparação desta visita, foram identificadas acções a serem realizadas a nível da cooperação bilateral em domínios de grande interesse para os nossos países, cabendo-nos a responsabilidade de procurarmos dar passos concretos para a sua materialização.

Espero que o resultado do trabalho das duas delegações nos leve rapidamente a tirar benefícios recíprocos de uma cooperação intra-africana funcional.

Senhor Presidente,
Excelências

É nossa opinião que não haverá desenvolvimento em África se não trabalharmos coordenadamente e em conjugação de esforços, para se garantir a paz, a estabilidade e a segurança.

Considero que o primeiro passo nesse sentido deve ser dado ao nível interno de cada um dos países africanos, para reinar a estabilidade, a convivência salutar entre as diferentes sensibilidades políticas nacionais e um consenso bastante aceitável em torno dos grandes desafios do desenvolvimento, da defesa dos direitos humanos e das liberdades democráticas.

Neste contexto, importa referir que vamos albergar uma Cimeira promovida pela União Africana no mês de Agosto deste ano em Luanda, para analisar os conflitos em África, cujo foco principal deverá centrar-se na questão da paz como um bem precioso e indeclinável para o bem-estar dos povos e o desenvolvimento económico do continente.

Continuamos a registar um recrudescimento da tensão e dos conflitos em África, sendo exemplos a grave situação que se verifica no Mali e na Região do Sahel, no Sudão, na República Democrática do Congo e em alguns outros pontos, em que parece não haver um fim à vista para as guerras que aí se desenrolam.

África não é uma excepção em matéria de instabilidade e insegurança, se olharmos para o mundo de hoje cada vez mais perigoso, muito especialmente para o conflito que opõe a Rússia à Ucrânia, o do Médio Oriente onde paira uma grande ameaça à paz e à segurança mundiais e à economia mundial, o que acarreta consigo uma grande imprevisibilidade quanto ao futuro imediato do nosso planeta.

As consequências que dela derivam atingem já todos os países do planeta, em virtude da crise energética e da escassez de vários bens que afectam a segurança alimentar e a economia mundial em geral.

Em presença deste quadro assustador, consideramos que todos os esforços de mediação na busca de soluções definitivas para o conflito no Golfo Pérsico e o desbloqueio incondicional do Estreito de Ormuz para toda a navegação marítima internacional, devem ser fortemente encorajados.

Senhor Presidente
Excelências,

A sua visita constitui um marco importante no fortalecimento das relações entre os nossos países e um sinal claro da nossa vontade comum de construir um futuro de prosperidade partilhada.

Que a Sua estadia entre nós sirva para renovar o nosso compromisso com a cooperação, a solidariedade e o desenvolvimento sustentável dos nossos povos.

Muito obrigado.

Fonte: CIPRA

turquia.mirex.gov.ao

João Salvador dos Santos Neto



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