Notícias



Clique para assistir o vídeo!

As 7 Maravilhas de Angola

Governo 06-02-2026
INTEGRAÇÃO REGIONAL BM destaca potencial do Corredor do Lobito para o crescimento económico e criação de empregos na África Austral

O Corredor do Lobito tem potencial para se tornar motor de crescimento económico, de integração e de criação de empregos na África Austral, sob a liderança de Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia.

A afirmação é da directora-geral de Operações do Banco Mundial, Anna Bjerde, feita esta quinta-feira, 5 de Fevereiro, em Luanda, durante a Reunião Inaugural de Coordenação do Corredor do Lobito, presidida pelo Presidente da República, João Lourenço.

Anna Bjerde disse que investimentos coordenados no Corredor do Lobito podem reduzir o tempo de transporte de mercadorias de 28 para cinco dias, melhorar a competitividade e permitir a diversificação económica através da agregação de valor aos recursos naturais.

A directora-geral de Operações do Banco Mundial avançou que a Zâmbia e a RDC fornecem juntas mais de 17 por cento do cobre mundial e mais de 70 por cento do cobalto mundial, minerais essenciais para electrificação e desenvolvimento energético.

O Banco Mundial, explicou, trabalha com os governos da RDC e da Zâmbia para modernizar as linhas ferroviárias, complementando a reabilitação do lado angolano apoiada pela Corporação Financeira Internacional e pela Agência Multilateral de Garantia de Investimentos, um esforço coordenado entre parceiros de desenvolvimento.

Para Anna Bjerde, a melhoria da logística pode transformar as oportunidades para agricultores e agroindústrias nos três países, impulsionar a renda e reduzir as perdas através de investimentos em armazenamento e processamento.

A responsavel afirmou que o sucesso do mecanismos de coordenação das actividades económicas no Corredor do Lobito depende de políticas bem coordenadas, com regimes de trânsito harmonizados, políticas fundiárias e industriais alinhadas, e coordenação transfronteiriça eficaz entre Angola, RDC e Zâmbi

Fonte: CIPRA
Governo 06-02-2026
EM ACCRA Primeira-Dama de Angola defende integração económica inclusiva

O verdadeiro sucesso e a longevidade da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) dependerão da capacidade de garantir uma integração económica inclusiva, justa e amplamente participativa, com especial atenção às mulheres, aos jovens e ao vasto sector informal africano.

A posição foi defendida pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, na quarta-feira, 4 de Fevereiro, durante a sua intervenção nos Diálogos sobre a Prosperidade de África (APD) 2026, que decorrem sob o lema “Empoderar as PME, Mulheres e Jovens no Mercado Único Africano”, no Centro Internacional de Conferências de Accra, no Ghana.

Momentos antes da sua intervenção, Ana Dias Lourenço foi homenageada com um poema intitulado “Mãe das Nações”, em reconhecimento ao seu percurso público e ao seu contributo para a promoção do desenvolvimento inclusivo em África.

O poema, declamado de forma eloquente por uma menina poetiza ganense, Nakeeyat Dramani Sam, emocionou os presentes, especialmente a Primeira- Dama de Angola, pela descrição efusiva do seu papel na defesa do empoderamento das mulheres, da educação das raparigas e da coesão social, bem como na liderança da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD).

Durante a sua intervenção, Ana Dias Lourenço alertou que, para o cumprimento efectivo dos objectivos da Zona de Comércio Livre Continental Africana, é fundamental integrar o sector informal, que, apesar de frequentemente invisível nas estatísticas oficiais, garante a subsistência de milhões de famílias africanas.

Ana Dias Lourenço entende que a Zona de Comércio Livre Continental Africana não deve ser encarada apenas como um acordo “técnico ou um conjunto de protocolos “burocráticos”, mas como um instrumento estratégico capaz de transformar o potencial económico, cultural e humano do continente em prosperidade partilhada e sustentável.

No mesmo contexto, destacou o papel central do Protocolo sobre Mulheres e Jovens no Comércio, considerando-o inalienável no quadro da Zona de Comércio Livre Continental Africana.

“A inclusão económica não acontece de forma automática ou por mero decreto. Ela exige a implementação de políticas activas, a adopção de medidas correctivas e uma abordagem consciente e persistente, para ultrapassar as desigualdades históricas e estruturais que continuam, infelizmente, a limitar a participação plena de mulheres e jovens na economia formal e no comércio intra-africano”, disse.

A Primeira-Dama destacou igualmente as barreiras linguísticas, que ainda condicionam o comércio intra-africano e recomendou a promoção da formação linguística, como instrumento essencial para reforçar o diálogo, a confiança e a negociação entre os povos africanos.

“A nossa vasta diversidade linguística é uma riqueza cultural incomensurável, mas não deve ser considerada como um obstáculo à nossa união económica”, acrescentou.

Ao referir-se a Angola, Ana Dias Lourenço reafirmou que o investimento no capital humano continuará a ser uma prioridade estratégica do Executivo, sobretudo no contexto da actual transformação económica.

Segundo a Primeira-Dama de Angola, o eixo central do desenvolvimento angolano assenta em sectores como a agricultura, indústria, energias renováveis, economia digital e a inovação tecnológica, considerados fundamentais para a criação de emprego e para a redução das vulnerabilidades externas do país.

Neste contexto, Ana Dias Lourenço falou sobre a importância do acesso da mulher camponesa africana a tecnologias verdes e a conhecimentos que assegurem a protecção da terra e a segurança alimentar.

Na ocasião, também partilhou iniciativas desenvolvidas pela Fundação Ngana Zenza para o Desenvolvimento Comunitário, criado em 2018, como a plataforma “Transforme Vidas, Seja Mulher”, orientada para o empoderamento de jovens mulheres, e a implementação do Campus Juvenil do Cunene, vocacionado para a formação em liderança, capacitação profissional e participação cívica.

Apesar dos progressos registados, a Primeira-Dama de Angola reconheceu que muitas mulheres continuam a operar em sectores de menor rentabilidade e enfrentam barreiras culturais profundas, pelo que defendeu, por isso, a transversalização da perspectiva de género desde a concepção das políticas públicas até à sua implementação, como condição essencial para garantir igualdade de oportunidades.

“Investir nas mulheres e nos jovens não é um gesto simbólico; é uma decisão estratégica para garantir economias mais fortes, sociedades mais justas e um futuro africano de prosperidade verdadeiramente partilhada”, sublinhou Ana Dias Lourenço.

A conferência, que termina hoje, 06 de Fevereiro, conta com uma agenda de painéis, relevantes à construção efectiva de um mercado comum africano.

Fonte: CIPRA
Governo 05-02-2026
PR ABRIU REUNIÃO INAUGURAL DE COORDENAÇÃO DO CORREDOR DO LOBITO

**
ENCONTRO CONGREGA PAÍSES ATRAVESSADOS PELO CORREDOR E PARCEIROS DE DESENVOLVIMENTO DA ESTRATÉGICA INFRA-ESTRUTURA **

Na manhã desta quinta-feira 5, o Presidente da República de Angola, João Lourenço, procedeu em Luanda à abertura formal da primeira reunião de trabalho do Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito.

O encontro congrega à mesma mesa representantes dos países directamente envolvidos na implementação da plataforma ferroviária e logística - Angola, Zâmbia e República Democrática do Congo -, do Banco Mundial e dos parceiros de desenvolvimento e tem como propósito prosseguir as acções que devem permitir aproximar visões sobre a gestão do Corredor, mobilização de investimentos e outras tarefas vitais ligadas ao projecto.

DISCURSO PROFERIDO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA

- Excelentíssimos Senhores Jean Pierre Bemba Gombo e Situmbeko Musokotwane, Chefes de Delegação da República Democrática do Congo e da República da Zâmbia;

-Excelentíssima Senhora Anna Bjerde, Directora Geral de Operações do Banco Mundial e sua delegação;

-Excelentíssimos Senhores Membros dos Governos de Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia;

-Excelentíssimos Quadros Seniores das Organizações Multilaterais;

-Dignos Membros do Corpo Diplomático acreditado em Angola;

-Distintos representantes dos parceiros de desenvolvimento;

-Minhas Senhoras, Meus Senhores.

É com grande satisfação que vos acolhemos em Luanda para, com o apoio dos nossos parceiros de desenvolvimento, continuarmos o caminho da materialização da visão de integração regional e prosperidade partilhada entre os nossos povos.

Os nossos três países já se reuniram e trabalharam em diferentes formatos para afirmar o Corredor do Lobito como prioridade estratégica e aproximar visões sobre governança, investimentos e facilitação do trânsito, com a institucionalização da Agência de Facilitação do Corredor do Lobito.

Esta Reunião de Alto Nível sobre o Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito representa, por isso, um passo de consolidação que consiste em elevar a coordenação a um patamar mais operativo, assegurando a harmonização regulamentar e de processos de facilitação, com metas, responsabilidades e acompanhamento regular.

O Corredor do Lobito tem vindo a afirmar-se como um eixo fundamental de ligação entre Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia, com um enorme potencial para dinamizar o comércio, a produção, a logística e a transformação económica em toda a nossa região.

Ao ligar o Atlântico às zonas produtivas do interior, este corredor pode tornar-se numa verdadeira plataforma de desenvolvimento e de dinamização da Zona de Livre Comércio Continental de África, contribuindo para a integração económica regional e para a facilitação do comércio intra-africano, com importantes benefícios para as nossas economias e populações.

A presença de altos membros do Governo dos três países que compõem o corredor e de parceiros de desenvolvimento multilaterais e bilaterais, com destaque para o Banco Mundial, demonstra que existe uma compreensão comum de que o sucesso do Corredor do Lobito depende, acima de tudo, de um alinhamento estratégico claro e de uma coordenação eficaz entre todos os intervenientes.

Os parceiros de desenvolvimento desempenham um papel central neste processo, cujo apoio tem sido determinante não apenas na mobilização de investimentos catalisadores, mas também no apoio às reformas estruturais e na harmonização normativa, dimensões essenciais para reforçar a credibilidade do corredor, reduzir riscos, atrair capital privado e garantir resultados concretos.

É precisamente neste contexto que surge o Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito, concebido como uma plataforma de coordenação e alinhamento estratégico.

O seu objectivo não é o de criar novas estruturas, nem burocracias adicionais, mas assegurar que todas as iniciativas promovidas por instituições multilaterais, parceiros bilaterais e investidores privados, estejam devidamente articuladas, evitando duplicações, fragmentações e esforços paralelos que possam diminuir o impacto colectivo.

A complementaridade entre projectos, financiamentos e reformas, é a chave para maximizar resultados e acelerar a implementação.

Importa sublinhar que o que está em causa não são apenas infra-estruturas de transporte. O Corredor do Lobito deve ser um verdadeiro motor de transformação económica.

Deve impulsionar o desenvolvimento do agronegócio, promover a transformação industrial, fortalecer cadeias de valor regionais e criar oportunidades económicas sustentáveis, gerar empregos dignos, com especial atenção para os jovens e as mulheres, garantindo que o crescimento económico se traduza numa melhoria efectiva da qualidade de vida das populações das áreas abrangidas.

Consideramos importante que se garanta que a espinha dorsal do Corredor do Lobito, as suas infra-estruturas ferroviárias, rodoviárias e energéticas, estejam totalmente reabilitadas e interligadas, para garantir eficiência e competitividade.

Consideramos, por isso, relevante e estratégico que se concretizem os projectos de reabilitação da parte ferroviária na República Democrática do Congo, assim como a materialização da ligação ferroviária e rodoviária à República da Zâmbia, assim como a interligação da rede de transporte de energia de Angola à região, beneficiando as populações e actividades produtivas nos dois países vizinhos.

Sem este esforço, a concretização de um efectivo corredor de desenvolvimento para os nossos países, integrados no contexto da economia global, ficará muito mais desafiante.

Angola tem registado, nos últimos anos, um crescimento económico positivo e sustentado, assente num esforço contínuo de estabilização macroeconómica e de diversificação da sua economia.

Em paralelo, temos procurado criar melhores condições para investimentos estruturantes, reforçando a confiança e a previsibilidade necessárias para projectos de longo prazo.

A parceria de Angola com o Banco Mundial, com o Banco Africano de Desenvolvimento, com a União Europeia, com os Estados Unidos da América e com outros parceiros multilaterais, bilaterais e do sector privado, tem sido decisiva na dinamização deste projecto.

O seu apoio permite o fortalecimento das reformas institucionais, criando confiança e credibilidade para novos investidores.

É neste quadro que pretendo destacar um sinal concreto de passagem da visão à execução: aos 17 de Dezembro de 2025, foi assinado um financiamento de 753 milhões de dólares para a Lobito Atlantic Railway LAR, incluindo 553 milhões de dólares pela Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos da América DFC e 200 milhões de dólares do Banco de Desenvolvimento da África do Sul DBSA, visando apoiar a reabilitação e modernização do eixo ferroviário e componentes logísticas associadas ao Corredor do Lobito.

Este passo é relevante porque confirma que o corredor reúne condições para mobilizar financiamento estruturado e de longo prazo, mas também porque reforça a credibilidade e a bancabilidade do projecto, criando efeito de demonstração para novos investidores e ainda porque nos impõe maior responsabilidade colectiva, fazendo com que financiamento assinado se traduza em obras, que as operações sejam eficientes, as reformas executadas e os resultados medidos.

Por essa razão, é fundamental que as boas intenções em torno do Corredor do Lobito se traduzam em decisões operacionais e em instrumentos de execução.

Precisamos de alinhar prioridades, definir roteiros, estabelecer responsabilidades e criar mecanismos de acompanhamento que garantam impacto real, mensurável e duradouro.

Angola reafirma o seu compromisso com esta visão de cooperação regional, com o fortalecimento das instituições e com uma parceria estreita e transparente com todos os parceiros de desenvolvimento aqui presentes.

Estamos convictos de que, trabalhando de forma alinhada e coordenada, conseguiremos transformar o Corredor do Lobito num verdadeiro catalisador de desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Minhas Senhoras, Meus Senhores,

O Corredor do Lobito é mais do que um projecto de infra-estrutura, é um projecto de confiança, de integração e de futuro partilhado.

O seu verdadeiro sucesso será medido não apenas por quilómetros de ferrovia ou volumes de carga transportada, mas pelo impacto que produzirá na vida das pessoas: jovens com emprego, famílias com rendimento, comunidades com novas oportunidades e economias mais resilientes.

É esse compromisso para com as populações que deve guiar as nossas decisões e acelerar a nossa acção.

Angola reafirma o seu compromisso de liderança cooperativa e de execução responsável, com transparência e sentido de urgência, para que os resultados sejam visíveis no quotidiano dos nossos cidadãos.

Com estas palavras, declaro aberta a Reunião de Alto Nível sobre o Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito.

Muito Obrigado pela vossa atenção”.

Fonte: CIPRA

turquia.mirex.gov.ao

João Salvador dos Santos Neto



Canais de Atendimento


Parceiros