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As 7 Maravilhas de Angola

Governo 27-08-2026
COOPERAÇÃO BILATERAL

Angola vai vender energia eléctrica à República Democrática do Congo
Angola vai fornecer energia eléctrica à República Democrática do Congo através de uma ligação entre a cidade do Soyo, produtora de energia, e o Complexo Hidroeléctrico do Inga, em território congolês, com passagem por Matadi, na RDC.

O anúncio foi feito pelo Chefe de Estado angolano esta quarta-feira, 26 de Agosto, em Kinshasa, no âmbito da nova dinâmica de cooperação entre Angola e a República Democrática do Congo.

Segundo João Lourenço, os dois países chegaram a um entendimento para a construção de uma linha de transporte de energia eléctrica de 400 quilowatts, que vai ligar o Soyo ao Inga, passando por Matadi.

“Os nossos dois países, feliz e finalmente, conseguiram chegar ao entendimento para que se faça a ligação entre estas cidades”, afirmou o Presidente da República.

João Lourenço anunciou igualmente que os dois governos aprovaram a construção de uma segunda linha de transporte de energia, de maior extensão, com cerca de 1.300 quilómetros, que vai ligar Laúca, na província de Malanje, à região de Kolwezi, na República Democrática do Congo.

A linha terá igualmente uma tensão de 400 quilowatts e vai transportar energia produzida em Angola para a zona mineira do leste da República Democrática do Congo.

“Vai ser colocada a energia produzida em Angola nesses pontos, Inga e Kolwezi, mas existe o entendimento de que as autoridades congolesas, com as empresas privadas ou públicas que entenderem, poderão estender essas mesmas linhas para o resto do vasto território congolês, fazendo chegar a energia a outros pontos, quer para consumo doméstico, quer para consumo industrial”, disse.

O Presidente assinalou a importância da integração regional e continental que passa também pela partilha dos benefícios das infra-estruturas existentes em cada país.

“Nós falamos muito da necessidade da integração regional e continental. A integração não é outra coisa senão a partilha dos benefícios das infra-estruturas que cada um dos nossos países tem”, explicou.

Segundo João Lourenço, Angola possui capacidade de produção de energia eléctrica, de origem hidroeléctrica, barata e limpa, que tendo excedente é justo que possa partilhar essas mesmas infra-estruturas com os países vizinhos, no caso, a República Democrática do Congo.

Fonte: CIPRA
Governo 27-08-2026
ANGOLA - RDC

Contratos vão viabilizar exploração do Caminho- de-Ferro de Benguela nos próximos anos

A assinatura dos contratos para a reabilitação, modernização e exploração da linha férrea na parte correspondente ao território da República Democrática do Congo vai viabilizar, nos próximos anos, a exploração, em toda a sua extensão, do Caminho-de-Ferro de Benguela, principal infra-estrutura do Corredor do Lobito.

A afirmação é do Chefe de Estado angolano, João Lourenço,feita esta quarta-feira, 26 de Agosto, em declarações à imprensa,, por ocasião da breve visita à capital da República Democrática do Congo, onde testemunhou a assinatura dos contratos de concessão para o desenvolvimento do Corredor do Lobito.
João Lourenço recordou que se fala do Corredor do Lobito há cerca de dois anos, mas que o projecto permanecia condicionado à assinatura destes contratos.

“O Corredor do Lobito é um grande projecto transnacional. Não é apenas angolano, nem congolês, mas é um projecto que é do interesse dos nossos países, mas também do continente, e que acaba por, igualmente, servir a economia mundial”, afirmou.

A estada de João Lourenço em Kinshasa serviu igualmente para passar em revista o estado das relações de amizade e cooperação nos sectores petrolífero e energético, bem como no âmbito comercial, entre Angola e a República Democrática do Congo.

De acordo com o Presidente da Republica, as matérias foram abordadas nos encontros técnico e ministerial entre os dois países, que permitiram avaliar diferentes áreas da cooperação bilateral.

No domínio petrolífero, o Chefe de Estado afirmou que, mantendo-se o actual espírito de cooperação, Angola e a República Democrática do Congo poderão, dentro de três a quatro anos, iniciar a exploração conjunta de petróleo na Zona de Interesse Comum.

“Todos os aspectos a negociar estão garantidos, estão salvaguardados”, assegurou João Lourenço, acrescentando que a gestão da exploração será, em princípio, conjunta e que os entendimentos necessários já foram alcançados.
Para o início efectivo da exploração petrolífera, o Presidente da República disse que falta apenas os dois países começarem a criar as condições técnicas e financeiras necessárias.

No quadro da nova dinâmica de cooperação entre Angola e a República Democrática do Congo, os dois países estão também a reforçar as trocas de bens e serviços, nomeadamente entre a empresa angolana Sonangol e empresas congolesas do mesmo ramo, que estão praticamente a concluir acordos para a compra e venda de produtos refinados como gasolina e diesel produzidos em Angola, destinados ao abastecimento da República Democrática do Congo.

João Lourenço informou também que as autoridades dos dois países estão a incentivar o sector privado a formalizar contratos de aquisição de bens produzidos em Angola, com destaque para o peixe e o sal provenientes de Benguela e do Namibe, bem como outros produtos alimentares procurados pelos consumidores congoleses.

Segundo o Chefe de Estado, estes produtos têm sido comercializados de forma informal, situação que não garante as condições necessárias de segurança e higiene para o consumidor final.

“Estamos a inaugurar uma nova era nas relações entre os nossos dois países, e pensamos que isto é apenas o início. Portanto, o volume de cooperação económica e de trocas comerciais, com o andar do tempo, vai crescer bastante, vai-se avolumar em benefício de ambos os povos, em benefício de ambas as economias”, disse.

Fonte: CIPRA
Governo 27-08-2026
DECLARAÇÕES À IMPRENSA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JOÃO LOURENÇO EM KINSHASA | 26 DE AGOSTO DE 2026

Muito obrigado, Senhor Presidente Félix Antoine Tshisekedi, Presidente da República Democrática do Congo!

Nós gostaríamos de começar por agradecer-lhe a si, às autoridades congolesas, ao povo congolês, pela forma bastante calorosa como fomos recebidos esta manhã, à nossa chegada aqui a esta bela cidade-capital, a cidade de Kinshasa.

Realizamos esta breve visita a Kinshasa sobretudo para testemunharmos a assinatura do acordo de reabilitação, modernização e de exploração da linha férrea, na parte concernente ao território congolês, e que constitui, como todos nós sabemos, parte do grande projecto do Corredor do Lobito.
O Corredor do Lobito é um grande projecto transnacional. Não é apenas nem angolano, nem congolês, mas é um projecto que é do interesse dos nossos países, mas também do continente, e que acaba por, igualmente, servir a economia mundial.

Vimos falando dele há cerca de dois anos, mas ele estava amputado pela falta da assinatura destes contratos que acabámos de presenciar, que vão viabilizar a exploração em toda a sua extensão da linha férrea do Caminho-de-Ferro de Benguela, que constitui a principal infra-estrutura do grande projecto do Corredor do Lobito.

Acreditamos que, a partir da assinatura destes contratos que tiveram lugar esta tarde, aqui na cidade de Kinshasa, poderemos ver viabilizado o Corredor do Lobito nos próximos anos.

Aproveitamos a nossa estadia aqui em Kinshasa para também passarmos em revista o estado das relações de cooperação, de amizade, entre os nossos dois países, Angola e a República Democrática do Congo.

Nós temos relações de amizade que são históricas, de alguma maneira mesmo relações de consanguinidade entre os nossos povos. Mas, até relativamente há pouco tempo, não estávamos em condições de dizer pouco mais do que isso. O que não era normal, se tivermos em conta o facto de os nossos países partilharem mais de 2.500 quilómetros de fronteira terrestre comum.

Portanto, era normal que nos interrogássemos o que existe e que está errado entre nós, que não conseguimos dar um único passo em frente ao encontro da cooperação económica que, regra geral, existe entre países vizinhos.
A resposta é que tudo dependia apenas de nós os homens. Sobretudo dependia dos governantes dos dois países. E eu dizia há bocado, no encontro entre as duas delegações, que felicitámos o Presidente Félix Antoine Tshisekedi pelo facto de ser o primeiro governante congolês que, com as autoridades angolanas, conseguiu finalmente fazer as coisas andarem, como na gíria nós falávamos.

Em 2003, foi assinado o primeiro memorando de entendimento entre os nossos dois países sobre a possibilidade de exploração conjunta de petróleo numa zona que hoje chamamos Zona de Interesse Comum e que, uma vez explorado o petróleo ali existente, com certeza que irá beneficiar de forma igual - 50% a 50% - os dois países.

Passados 20 anos, esse memorando de entendimento não saiu do papel. Apenas a partir de 2023, os nossos dois governos começaram a dar passos concretos no sentido de tornar este grande negócio numa realidade.
Durante esses três anos, realizámos um conjunto de encontros, quer a nível técnico, quer a nível ministerial, entre os dois lados, e hoje estamos em condições de dizer que se continuarmos com este mesmo espírito de cooperação, poderemos, dentro de sensivelmente três a quatro anos, começar, de facto, a fazer essa exploração conjunta do petróleo na chamada Zona de Interesse Comum.

Todos os aspectos a negociar estão garantidos, estão salvaguardados. Quem vai gerir - a gestão, em princípio, será conjunta - como será a partilha de produção em benefício de ambas as partes, tudo isso está negociado, estamos entendidos. Precisamos de começar efectivamente a criar as condições técnicas, financeiras, obviamente, para o início efectivo da exploração petrolífera nesta zona.

O Congo tem mais de 100 milhões de habitantes e é óbvio que um país com esta população tem de ter necessariamente um grande consumo de energia. Mas tem também muita indústria, no geral - e particularmente indústria mineira - que igualmente consome bastante energia.
Nós falamos muito da necessidade da integração regional e continental. A integração não é outra coisa senão a partilha dos benefícios, das infra-estruturas, que cada um dos nossos países tem.

Então, se Angola tem capacidade de produção de energia - por sinal, energia barata e limpa, por ser energia de fontes limpas - energia hidroeléctrica, se tiver excedentes, é justo que possa partilhar essas mesmas infra-estruturas com os países vizinhos, no caso, a República Democrática do Congo.
Na sequência disso, os nossos dois países, feliz e finalmente, conseguiram chegar ao entendimento para que se faça a ligação entre a cidade do Soyo, que é produtora de energia, e o Inga, em território congolês, passando por Matadi, pela cidade de Matadi.

Portanto, vai ser construída uma linha de transportação de energia de 400 KW, a ligar esses dois pontos que acabei de citar, e através dessa linha, Angola vai vender energia à República Democrática do Congo.
Mas aprovámos também a construção de uma linha de muito maior extensão, de cerca de 1.300 quilómetros, que vai de Laúca, na província de Malanje, Angola, para a região do Kolwezi, na República Democrática do Congo, levando igualmente energia nesta tensão de 400 KW para a zona mineira do leste da República Democrática do Congo.

Portanto, vai ser colocada a energia produzida em Angola nesses pontos, Inga e Kolwezi, mas existe o entendimento de que as autoridades congolesas, com as empresas privadas ou públicas que entender, poderão estender essas mesmas linhas para o resto do vasto território congolês, fazendo chegar a energia a outros pontos, quer para consumo doméstico quer para consumo industrial.

No quadro dessa cooperação económica, que hoje começa a conhecer uma nova dinâmica, estamos a olhar também para as trocas comerciais de bens e de serviços entre os nossos dois países. Neste quadro, a Sonangol, companhia angolana, e empresas congolesas do mesmo ramo estão praticamente a fechar o negócio de compra e venda de produtos refinados, de combustíveis, diesel e gasolina, produzidos em Angola.

O sector privado dos dois países está sendo encorajado pelas autoridades de ambos os países - nós fazendo a nossa parte e as autoridades congolesas fazendo a sua - para que elas também formalizem contratos de aquisição de bens, particularmente do peixe e do sal, que são produzidos em Benguela e no Namibe, e de outros bens alimentares que são produzidos em Angola, e que sabemos que os consumidores congoleses têm procurado por eles, e que, infelizmente, vêm sendo vendidos de forma muito informal, o que acaba por nem sequer oferecer a segurança e a higiene necessárias para o consumidor final.

Numa palavra, nós estamos a inaugurar uma nova era nas relações entre os nossos dois países, e pensamos que isto é apenas o início e que, portanto, o volume de cooperação económica e de trocas comerciais, com o andar do tempo, vai crescer bastante, vai-se avolumar, em benefício de ambos os povos, em benefício de ambas as economias.

Portanto, só temos que agradecer mais uma vez ao Presidente Félix Antoine Tshisekedi, que, tal como nós, considerou anormal a situação que se vivia até há relativamente pouco tempo. Costuma dizer-se, antes tarde do que nunca. Hoje, ainda vamos a tempo de corrigir, estamos a fazê-lo.

Muito obrigado!

Fonte: CIPRA
Governo 27-08-2026
VISITA DE TRABALHO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AO CONGO DEMOCRÁTICO

COMPONENTE BILATERAL REFORÇADA: COOPERAÇÃO ECONÓMICA GANHA NOVO IMPULSO

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, fez hoje em Kinshasa um vibrante elogio público ao seu homólogo, Félix Antoine Tshisekedi, por se ter convertido no primeiro líder do país vizinho a desenvolver acções concretas no plano da relação económica com Angola.

O Chefe de Estado falava aos jornalistas na capital da RDC, tendo a seu lado o Presidente congolês-democrático. Os dois líderes faziam o balanço da visita de trabalho de algumas horas do Presidente João Lourenço à RDC.

“Sempre falámos de relações de boa-vizinhança, de fraternidade, mas nunca houve nada de concreto para mostrar como relação económica”, observou o Presidente João Lourenço, antes de completar que nos últimos três anos Angola e a RDC avançaram com passos reais, efectivos.

O Presidente descreveu um número de negócios que os dois países vão passar a realizar dentro em breve:

- venda de produtos refinados (gasolina e gasóleo) por Angola à RDC através da SONANGOL;
- venda de eletricidade por Angola à RDC, que começará com a construção de linhas de alta tensão (três, pelo menos) que ligarão o território angolano ao interior do Congo.
- fornecimento de produtos do mar (peixe e sal) por Angola à RDC, por circuitos formais de comércio.
-
- início de exploração petrolífera na Zona de Interesse Comum em regime de partilha, depois de mais de 20 anos em busca de um entendimento entre os dois países. Estima-se que em quatro anos, poderá começar a ser comercializado o crude naquela bacia.

Fonte: CIPRA

turquia.mirex.gov.ao

João Salvador dos Santos Neto



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