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As 7 Maravilhas de Angola

Governo 04-04-2026
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL EM LUANDA Angola defende uma diplomacia mais estratégica para responder desafios globais

O actual contexto internacional, marcado por novas dinâmicas geopolíticas, exige uma diplomacia mais estratégica, capaz de influenciar os processos de decisão e de contribuir para a construção de soluções sustentáveis para desafios globais, como a segurança energética, as alterações climáticas, a segurança alimentar e a mobilidade humana.

A posição foi defendida pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, nesta quarta-feira, 1 de Abril, em Luanda, na sessão de abertura da Conferência sobre os 50 Anos de Angola nas Organizações Internacionais (1976–2026).

Na sua intervenção, o chefe da diplomacia defendeu, igualmente, o reforço da formação de quadros diplomáticos e da articulação entre a política externa e as prioridades nacionais de desenvolvimento.

Ao abordar o percurso histórico da diplomacia angolana, Téte António frisou que, desde a independência, a diplomacia angolana assumiu um papel de resistência, afirmação soberana e solidariedade internacional, com contributos relevantes para o fim do colonialismo e do apartheid em África, bem como para a consolidação da unidade e da autodeterminação dos povos africanos.

O ministro falou igualmente do envolvimento de Angola em processos de mediação e estabilização regional, sobretudo na África Central e Austral, que reforça a sua credibilidade como promotor da paz e da segurança no continente.

No plano multilateral, o titular da pasta das Relações Exteriores referiu que a participação de Angola nas Nações Unidas reflecte o compromisso do país com o respeito pelo direito internacional, promoção da paz e com o reforço da cooperação entre os Estados.

Téte António destacou a experiência acumulada de Angola em matéria de prevenção e resolução de conflitos, bem como os mandatos exercidos no Conselho de Segurança das Nações Unidas, no Conselho Económico e Social, na Comissão de Consolidação da Paz e, actualmente, no Conselho dos Direitos Humanos.

A conferência, sob o lema “Celebrar as Conquistas da Diplomacia Angolana nos 50 Anos de Independência Nacional”, vai abordar o papel de Angola no Comité de Libertação da OUA, a Presidência de Angola na União Africana, a Admissão da República de Angola na ONU, a Participação da ONU no Desenvolvimento Económico e Social de Angola e o papel de Angola na Organização das Nações Unidas.

Depois da abertura da conferência, o ministro das Relações Exteriores procedeu a inauguração da exposição fotográfica sobre a história do processo da República de Angola na Organização da Unidade Africana e nas Nações Unidas, iniciativa que visa preservar a memória institucional e valorizar o contributo dos diplomatas angolanos nas últimas cinco décadas.

O encerramento da conferência, previsto para amanhã, quinta-feira, 2 de Abril, será marcado pela entrega de medalhas e diplomas de reconhecimento a personalidades que contribuíram para o fortalecimento da diplomacia angolana.

A conferência congrega, dentre outras personalidades, membros do Executivo, deputados à Assembleia Nacional, membros do corpo diplomático acreditado em Angola e académicos.

Fonte: CIPRA
Governo 04-04-2026
MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES - NOTA À IMPRENSA

Sua Excelência Embaixador Téte António, Ministro das Relações Exteriores, inaugurou, na tarde desta quarta-feira, 01 de Abril, na Tenda da Marginal de Luanda, a Exposição Fotográfica sobre a história do Processo de Admissão da República de Angola na Organização de Unidade Africana e nas Nações Unidas.

A inauguração foi presenciada por membros do Executivo, deputados à Assembleia Nacional, membros do corpo diplomático acreditado em Angola e académicos.

A mostra, inserida no programa da Conferência sobre os 50 Anos de Angola nas Organizações Internacionais, realizada sob o lema “Celebrar as Conquistas da Diplomacia Angolana nos 50 Anos de Independência Nacional”, retrata momentos marcantes do percurso do país no seio das duas organizações, desde o processo de admissão até à participação activa nos principais órgãos e mecanismos multilaterais.

A exposição apresenta um conjunto de imagens e registos históricos que ilustram a trajectória da diplomacia angolana, com destaque para o envolvimento nas lutas de libertação em África, o contributo para a consolidação da paz e da segurança no continente, bem como a afirmação de Angola como actor relevante no sistema internacional.

A iniciativa visa igualmente aproximar o público, da história da diplomacia angolana, através de uma narrativa visual que evidencia os desafios superados e os progressos alcançados no contexto das organizações internacionais.

A exposição permanece aberta ao público durante os dias da conferência, permitindo aos visitantes conhecer, de forma detalhada, os principais marcos da presença de Angola nas Organizações da Unidade Áfricana/União Africana e nas Nações Unidas.

GABINETE DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E DE IMPRENSA DO MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES (GCII-MIREX), em Luanda, aos 01 de Abril de 2026.

Fonte: CIPRA
Governo 04-04-2026
PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO CONCLUI MANDATO NA OEACP

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, finalizou formalmente este sábado, 28 de Março de 2026, o seu mandato à frente da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico, passando a presidência rotativa para o Presidente da República da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.

Malabo, a capital equato guineense, testemunhou ao fim da manhã de hoje o momento da transição na liderança, num acto marcado por discursos de várias personalidades relevantes da política global, como o líder timorense José Ramos Horta e o Secretário Geral da ONU, António Guterres, alguns feitos presencialmente, outros por meio de vídeos à distância.

DISCURSO DO PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, proferiu em Malabo um discurso a marcar o fim do seu mandato à frente da OEACP, ocasião que aproveitou para alertar para os perigos que a Humanidade hoje enfrenta, porque “o mundo se transformou numa selva onde qualquer superpotência evoca um direito inexistente à luz do Direito Internacional, o do ataque preventivo, suportado apenas na presunção de que alguém se está a preparar para me atacar e destruir”.
O discurso em versão integral:

Sua Excelência Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, Presidente da República da Guiné Equatorial,
- Suas Excelências Chefes de Estado e de Governo,
- Suas Excelências Senhores Ministros,
- Sua Excelência Senhor Secretário-Geral da OEACP,
- Excelentíssimos Senhores Membros do Comité dos Embaixadores,
- Distintos Delegados,
- Minhas Senhoras, Meus Senhores,
Permitam-me que saúde Vossas Excelências nesta bela cidade de Malabo, palco da 11.ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico, que se debruçará sobre a nossa ambição colectiva de trabalharmos juntos em prol de uma OEACP renovada, inserida num mundo em permanente mutação.

Gostaria de expressar, em nome da delegação que me acompanha e no meu próprio, os nossos agradecimentos à República da Guiné Equatorial pela hospitalidade fraterna e pela organização exemplar desta Cimeira, que assinala um momento de renovação e reafirmação estratégica da nossa Organização.

Excelências,
A nossa Organização atravessou um dos períodos mais desafiantes da sua existência, numa altura em que, diante de um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas, crises económicas, alterações climáticas e conflitos regionais, fomos chamados a demonstrar responsabilidade, coesão e visão estratégica para buscar soluções para as múltiplas dificuldades internas que ameaçavam o bom desempenho da OEACP.

No ano de 2022, durante a 10.ª Cimeira de Luanda, quando a República de Angola assumiu a Presidência rotativa da OEACP, enfrentávamos uma situação em que lidávamos ainda com as consequências da COVID-19, que afectaram seriamente a vida interna de cada um dos nossos países, a economia global, a mobilidade internacional, bem como fragilizaram os sistemas institucionais e impuseram severas restrições às capacidades financeiras dos Estados-membros e da própria Organização.

Fonte: CIPRA

turquia.mirex.gov.ao

João Salvador dos Santos Neto



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