Questões relacionadas aos últimos acontecimentos no Leste da RDC estiveram no centro do encontro entre o Presidente da República, João Lourenço, e o homólogo da RDC, Félix Tshisekedi, realizado naquele domingo, 14 de Dezembro, no Palácio Presidencial, em Luanda.
O encontro havia sido antecedido, na sexta-feira, 12 de Dezembro, por uma audiência concedida pelo Chefe de Estado angolano e Presidente em exercício da União Africana ao ministro da Integração Regional da RDC, Floribert Isiloketshi, que fora portador de uma missiva do Presidente Félix Tshisekedi.
À saída da audiência, o ministro congolês explicou que a principal preocupação expressa na carta era o pedido, de forma solidária, para que se exercesse pressão no sentido de cessar o sofrimento do povo congolês, que já durava há demasiado tempo.
Floribert Isiloketshi alertou que as novas incursões militares das forças rwandesas eram operações “com material muito pesado e sofisticado”.
Segundo o ministro, apesar do agravamento da situação humanitária na região, as tropas rwandesas haviam conquistado novas localidades e chegado até Uvira, fronteira com o Burundi, onde deixaram “enormes danos materiais e perdas humanas”.
Floribert Isiloketshi sublinhou que essa escalada militar comprometia o Acordo de Paz assinado no dia 4 daquele mês, em Washington, do qual o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, fora testemunha, e o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, o mediador.
“O Rwanda e os seus apoiantes haviam escolhido o caminho da guerra e da degradação da situação no terreno”, afirmou.