• EMPOSSADA NOVA MINISTRA DA EDUCAÇÃO


    PR ORIENTA PARA QUE NENHUMA CRIANÇA FIQUE FORA DO SISTEMA DE ENSINO

    O Presidente da República, João Lourenço, conferiu posse na manhã desta segunda-feira 9, à nova ministra da Educação nomeada por decreto presidencial na passada sexta-feira, Erika Linete Batalha de Carvalho Aires.

    A cerimónia solene decorreu no Salão Nobre do Palácio Presidencial, testemunhada pela Vice Presidente da República, Esperança da Costa, e por altas figuras do Estado, além de membros do Seu Gabinete.

    PR ORIENTA: “QUE NÃO HAJA UMA ÚNICA CRIANÇA SEM ACESSO À ESCOLA”

    Durante o acto, o Presidente da República que “é alta” a taxa de crianças fora do ensino em Angola, sobretudo por insuficiência de escolas, e fez saber que o Governo está a lutar para reaver recursos financeiros no exterior para construir mais infra-estruturas escolares.

    O Chefe de Estado orientou à nova ministra que faça de tudo para que não haja uma única criança sem acesso à escola.

    “A educação e ensino são muito importantes para o desenvolvimento de qualquer país, de qualquer sociedade. Nós acabámos de lhe confiar a responsabilidade de, não só melhorar a qualidade do nosso ensino, mas também tudo fazer para que não haja uma única criança que não tenha acesso à escola, à educação”, dirigiu-se, nestes termos, João Lourenço à nova governante.

    VERSÃO INTEGRAL DAS DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

    “Senhora Vice-Presidente da República;
    Senhores Ministros de Estado;
    Senhor Governador da Província de Luanda;
    Senhores Ministros;

    Senhores Secretários do Presidente da República;
    A educação e o ensino são muito importantes para o desenvolvimento de qualquer país, de qualquer sociedade.

    Nós acabámos de confiar a responsabilidade de não só melhorar a qualidade do nosso ensino, mas também a de tudo fazer para que não haja uma única criança que não tenha acesso à escola, à educação.

    A taxa de crianças fora do sistema de ensino no nosso país é alta. Isso deve-se a vários factores, mas, sobretudo - e devemos reconhecê-lo aqui - à insuficiência de escolas.

    A pressão demográfica é grande. Muito se tem construído, no âmbito do PIIM e não só, mas mesmo assim continua alta. Precisamos de continuar a construir, e a construir rápido, um número bastante significativo de escolas, sobretudo do primeiro nível.

    Nós alocámos já alguns recursos para a construção dessas mesmas escolas que estão em falta. Mas estamos disponíveis a mobilizar mais recursos, todos aqueles que forem necessários para, efectivamente, debelarmos este problema social que gostaríamos de ver resolvido tão cedo quanto possível.

    Estamos a trabalhar para conseguirmos recuperar os recursos financeiros que se encontram em bancos lá fora, em bancos europeus e não só, e que, por sentença dos tribunais angolanos, são recursos que hoje pertencem ao Estado angolano e, portanto, devem ser revertidos a seu favor.

    Esta luta continua e temos a certeza de que vamos conseguir reaver esses recursos. Estamos já a pensar em utilizar uma boa parte desses mesmos recursos para este fim, o de aumentar o número de escolas a serem construídas.

    A exemplo do que já acontece no sector da Saúde, não basta construir. Precisamos também de acompanhar este processo de construção das infra-estruturas com formação e admissão de pessoal docente para podermos completar, por um lado, maior oferta de infra-estruturas, mas, por outro lado, também maior oferta de pessoal docente e administrativo para pôr a funcionar essas mesmas escolas.

    Estamos a confiar em si, nas suas capacidades. Recorra a mim sempre que for necessário, reporte-me todas as dificuldades que tiver. Eu estarei sempre disponível, como tenho estado para todos os outros ministros. Não se acanhe.

    Bata-me a porta quantas vezes forem necessárias. Porque, de facto, temos que colocar a educação num nível bem diferente daquele que temos hoje no nosso país.

    Votos de sucessos na função que, a partir de hoje, passa a desempenhar.
    Muito obrigado!”