O Vaticano manifestou, no domingo, o desejo de que a viagem apostólica do Papa Leão XIV a África, incluindo Angola, deixe uma marca profunda em três dimensões intimamente ligadas à paz, ao diálogo e ao fortalecimento da Igreja local.
Numa mensagem divulgada na véspera da viagem do Bispo de Roma, publicada no site do Vaticano, o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, sublinhou que a paz deve ser priorizada, sobretudo em países que ainda carregam as cicatrizes de conflitos e divisões, onde a presença do Papa pode brotar um sentimento de reconciliação.
"Diálogo, onde o encontro com as autoridades civis e com os representantes de outras tradições religiosas pode abrir novos espaços de compreensão mútua. Por fim, o crescimento das Igrejas locais, muitas vezes pequenas, às vezes isoladas, mas sempre generosas", escreveu na missiva, consultada pelo JA Online.
Na visão da mesma fonte, África é um continente jovem, rico em fé e vitalidade, e a visita de Leão XIV é um acto de confiança no futuro.
"Um futuro que a Igreja pretende continuar a acompanhar com dedicação e esperança", reforçou o secretário de Estado do Vaticano.
O périplo de Robert Prevost terá a duração de dez dias e vai decorrer de 13 a 23 de Abril, abrangendo quatro países africanos: Camarões, Angola, Argélia e Guiné Equatorial.